Estilo Lima

O ENFERMEIRO NO PODER

Escrito por Domingo, 16 Abril 2017 10:21
Publicado em Memória

Quando Mário Della Rovere chegou ao Aracati, jamais imaginou que depois de árduas travessias viesse ancorar em definitivo seu destino em terra aracatiense. Nascido em Alagoas, na capital Maceió, no dia 7 de Julho de 1917. Cedo Mário se mudou com seus pais, o descendente de italiano Ítalo Della Rovere e sua mãe Dª Alice Della Rovere paraense, para a cidade de Recife. Em Pernambuco, a família permaneceu algum tempo transferindo-se, em seguida, para o Rio de Janeiro onde se estabeleceram por uma temporada. Depois se mudaram para a Paraíba. Mário, então, já na época de prestar serviço militar, ficou na Paraíba onde serviu ao exército enquanto seus pais retornavam ao Rio de Janeiro.

Às vésperas do ano novo, entrevistamos a Secretária de Cultura, Turismo e Economia Criativa da cidade de Aracati-CE, Sra. Cláudia Leitão. Ao longo do diálogo Leitão se revelou entusiasmada com a Terra dos Bons Ventos e nos falou sobre os projetos que pretende empreender junto à pasta.

Situada numa das principais avenidas de Aracati-Ce, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário desponta impávida mediante a efervescência de nossos dias. A edificação é uma espécie de memória do tempo, da religião católica, remanescência das irmandades que havia em Aracati. O mais antigo registro nos traz a informação que a primeira edificação foi construída de taipa na antiga rua do piolho, atual Avenida Coronel Pompeu e nela rezavam os escravos aos domingos os seus terços até que o capitão Feliciano Gomes da Silva e sua mulher Floriana Ferreira da Silva, em 1777, fizeram doações de pedra e cal, para seu patrimônio e requereram licenças para erigir e benzer a capela com o título de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a qual seria mantida pela irmandade de igual denominação.

Coletivo é o plural em ações, intenções e artes. No próximo dia 12 de novembro ocorrerá o I Sarau do Coletivo Central Arte. Conversamos com Vitória Sales, Ian Thalles e Demétrius Vieira, membros do Coletivo, para os quais arte é trânsito e transformação.

A casa pertenceu a Monsenhor Bruno Figueiredo que ainda jovem ingressou no seminário da Prainha, em Fortaleza, onde se ordenou em novembro de 1875. Dirigiu o Ateneu Cearense, o Liceu do Ceará e o Instituto de Humanidades. Fez concurso em Manaus, conquistando a cadeira de latim no Liceu Amazonense, e foi professor do Externato São José e Colégio Santa Teresa. Foi vigário de Maranguape a pároco de Aracati, onde faleceu em 1930. Jornalista e orador, foi figura incansável na defesa dos desvalidos. Foi condecorado com comenda da ordem de Cristo. Publicou “Oração Fúnebre”, “Sermão sobre a Imaculada Conceição” e “Os primeiros bispos do Ceará”.

Histórias de Assombração de Aracati, do escritor aracatiense Antero Pereira Filho, chega à segunda edição em outubro de 2016. A obra reúne uma seleta de contos oriundos do imaginário popular da cidade de Aracati. O escritor, neste projeto, se propõe a mesclar lendas da cidade de Aracati ao mesmo tempo em que alia a historicidade da Terra dos Bons Ventos em descrições pormenorizadas do casario colonial, da sociedade, da economia bem como uma série de fatores relacionados à própria história do Brasil a exemplo da escravidão e dos ciclos econômicos.

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