Numa manhã chuvosa de abril, estava o velho Antonio Felismino Filho na sala de estar de sua residência, na rua do Rosário.
Quando, de repente, se queda quase aos seus pés Augusta, uma antiga empregada doméstica da família, que, fugindo da chuva para não se molhar, dera um escorregão no mosaico molhado, caindo e mostrando suas partes mais íntimas.
Levantando-se rápida e olhando desconfiada, querendo se justificar diz:
— Viu a ligeireza?
O velho Felismino, sem mover um músculo, sentado em sua cadeira de balanço, responde com ironia:
— Vi, só não sabia que tinha esse nome!
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PEREIRA FILHO, Antero. Assim me contaram. — Fortaleza: 2015. p. 73.

