Senhor Antônio, por conta de sua aparência, acabou tendo tanto o nome de batismo quanto o sobrenome apagados pela inventiva Castorina Pinto, que, do jeito que era, quando botava um apelido em alguém, era como se emitisse outra certidão de nascimento: o apelido tomava o lugar do nome e pronto, não havia quem desfizesse.
Estando na Prefeitura Municipal, no afã de sua labuta como funcionária pública, ao tempo do então prefeito Abelardo Gurgel Costa Lima, Castorina requisitou os favores de uma auxiliar de serviços gerais, conhecida por Farinha D’água. Pediu que ela fosse ao mercado público averiguar uns apetrechos necessários ao conserto de uma janela na sala do chefe da fiscalização, Audálio Vieira.
— Farinha D’água, vá lá no mercado, naquele homem que vende ferragens, e pergunte se ele tem dobradiças.
— E onde fica o negócio dele?
— Isso lá é coisa que se pergunte, Farinha D’água?! Sei lá onde fica o comércio desse homem! Mas pergunte por Cabo de Formão, que todo mundo sabe quem é...