O professor e escritor Rubens Falcão, membro destacado da Academia Fluminense de Letras, nos fornece uma variedade de apelidos inéditos, ainda desconhecidos do nosso confabulário.
Entre eles, destaca-se o caso de um gringo vermelho, muito vermelho, que apareceu pelas bandas da Região Jaguaribana ao tempo da Empresa Norton Grifts. O sujeito era engenheiro formado, um especialista na construção de açudes.
Vermelho em Brasa era um sujeito baixote, atarracado e gordo, sempre com o cinturão apertado acima do umbigo. Na percepção de nossa Castorina, parecia mais um utensílio doméstico que propriamente um cristão de carne e osso.
Originário da Irlanda, carregava um nome tão complicado que a gente humilde — aquele povo que vivia e trabalhava como candango na construção de açudes — mal conseguia pronunciar sem tropeçar nas sílabas.
O gringo sarará viveu entre nós por muitos anos sem, no entanto, aprender o nosso idioma. Tinha um temperamento boêmio e uma natureza alegre, dessas que se acomodam fácil em qualquer canto. Tanto que passou a atender, com a maior naturalidade, pelo nome aracatiense que Castorina Pinto tachou nele desde a primeira vez que botou os olhos no sujeito: TACHO AREADO.
