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Wednesday, 06 February 2008 11:39

FEBRE AMARELA EM ARACATI-1851

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Em outubro de 1851, quando a febre amarela chegou ao Aracati através do seu declinante porto, trazida por um viajante vindo de Fortaleza, onde a epidemia se alastrava em todos os lugares, não distinguiu entre pobres e ricos as suas vítimas. 

O centro Histórico de Aracati nos remete a um passado carregado de lembranças que nos fazem viajar por culturas distantes. Essas representações, uma vez materializadas no espaço, quase sempre estão associadas a participação dos nossos colonizadores (portugueses, africanos, pernambucanos, baianos e riograndenses). No traçado das ruas e praças, nos elementos arquitetônicos, nos hábitos e costumes da gente aracatiense perpetuam-se as características dos indígenas, de povos oriundos de outras capitanias e também "do outro lado do mundo". 

No período colonial, a Câmara Municipal, representava o poder local das vilas. Os vereadores eram escolhidos por período trienal. Depois de eleitos, os "homens bons", nomeavam os juizes que auxiliavam na administração da vila. Das várias atribuições, estava aquela relacionada à legislação do meio ambiente. 

O patrimônio arquitetônico de Aracati guarda muitas surpresas àqueles que se dedicam a vasculhar o passado e descobrir os resquícios no espaço deixados pelos antepassados. 

A prática de enterrar os mortos em recintos religiosos constitui-se num ritual peculiar, cheio de significações para a sociedade colonial. Em Aracati, os vestígios desse ritual encontram-se nas paredes das igrejas Matriz e Senhor do Bonfim. Nas lápides estão escritos os nomes das pessoas que ali foram enterradas, membros de uma sociedade católica, branca e elitista da sociedade colonial. Os familiares dos falecidos acreditavam que o local de sepultamento e os rituais (missas, novenas...), que o exteriorizavam, decretavam o destino da alma do falecido. Portanto, não havia lugar melhor para enterrar os entes queridos do que as igrejas. Acreditava-se ainda que, pelo fato de receber os mortos, as capelas e as igrejas, tornavam-se o lugar de diálogo dos vivos com os mortos. 

Friday, 15 March 2002 18:14

PONTE PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK

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 “... Doutor Beni traga uma ponte para Aracati!” 

A figura agigantada do Sr. Gustavo Pereira do Nascimento– Seu Gustavo-, aumentava ainda mais espelhada nas águas mansas do rio Jaguaribe, naquela manhã do ano de 1946, postado ao lado do Doutor Beni Carvalho, aracatiense, deputado federal pela UDN, que calmamente esperava o PONTÃO no porto José Alves. 

Sunday, 01 July 2012 17:56

AVENIDA DR. LEITE

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No tempo do Império, quando a Vila do Aracati ainda era a mais importante no aspecto comercial e social da Província do Ceará, a então chamada Junta da Fazenda determinou a construção de um prédio para servir de Alfândega e Recebedoria dos Impostos Provinciais, tendo as obras iniciadas em 27 de julho de 1801 e concluídas em 14 de agosto de 1802. 

Aracati é uma cidade-museu. Sua história está presente no legado arquitetônico que evidencia sua grande importância cultural para o Ceará. 

Sobre nós

O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.