Muitas foram as especulações para decifrar por que Bolo Enfeitado?
Segundo o jornal O Nordeste, em sua edição de 24 de fevereiro de 1958, o escritor e jornalista José Alcides Pinto, reedita através do Jornal Gazeta de Noticias de 23 de fevereiro de 1958, uma crônica de uma revista publicada pela AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) “que ao chegar a Aracati, foi o grande arcebispo, de honrosa memória, agraciado com a denominação de “Bolo Enfeitado,” porque quem o conhecera, sabia bem da pomposidade com que aquele Prelado trajava, sempre perfumado e vaidoso” .
Eis aí uma INVENCIONICE DESTEMPERADA, contesta em artigo o jornal O Nordeste (24/2/1958): “dizer que o D. Manuel da Silva Gomes, tenha sido alcunhado de Bolo Enfeitado por apresentar-se pomposo, perfumado e vaidoso como aduz o cronista num tom de insulto e de achincalhe para com a veneranda figura do Episcopado Brasileiro”.
Diante da repercussão e do desconforto causado, assim o articulista do Jornal O Nordeste esclarecia o significado possível do apelido:
“Explicavam os divulgadores, advinha do fato do Sr. Arcebispo ter entrado na Matriz de Aracati processualmente envergando os paramentos litúrgicos exigidos na ocasião: capa de asperges, báculo e mitra. Aquela pompa, que é própria das ocasiões e dos príncipes da igreja, levou alguém de compará-lo a um bolo desses que se mandam de presente e que, no sertão, se revestem de papel de seda de variegadas cores.”
Ainda conforme o jornal O Nordeste, “essa deve ser a verdadeira versão, pois bolo enfeitado nem significa vaidade nem recebe perfumes.”
Continua o articulista em defesa do Arcebispo:
“Apesar de porte vistoso, figura imponente, belo no aspecto e austero nos gestos, especialmente quando funcionava em cerimônias oficiais da igreja, nunca admitiu vaidades, fossem quais fossem, viessem de onde viessem.”