Aracati, cidade histórica no Ceará, berço da imprensa cearense, se torna palco de um encontro ímpar entre gravadores de diferentes culturas na exposição Internacional Print Ceará. Em cartaz no Instituto do Museu Jaguaribano até o dia 20 de julho, a mostra apresenta um panorama vibrante da produção gráfica contemporânea, tecendo um diálogo entre poéticas visuais de 17 países.
Desde muito pequena, Isadora Duarte percebeu na arte um trampolim para as sutilezas. Com seu olhar atento, capturou das imagens a poesia latente em cada contorno e matiz, traduzindo-as em plurissignificações. Bebeu nas fontes do teatro ainda na educação básica; enveredou-se pela dança em expressões dramáticas e encontrou nessa miscelânea de experimentações um lugar para arte como ofício e expressão do mais humano sentimento. Em entrevista para a página do Grupo Lua Cheia de Teatro, ela rabisca com as palavras formas de uma arte em perene construção.
Em um panorama artístico repleto de nuances e mistérios, Gerson Ipirajá emerge como um protagonista singular, cuja obra reflete não apenas talento, mas também uma profunda conexão com suas raízes e uma incessante busca por novos horizontes criativos. Em nossa imersão na entrevista com esse artista visual, somos convidados a desvendar os caminhos sinuosos que o levaram a se destacar no cenário artístico contemporâneo. Sob a aura de ancestralidade e inovação, acompanhamos a trajetória desse artista que desafia os limites da expressão visual, revelando um universo de inspiração que ecoam além das fronteiras da arte convencional.
Jefferson Nogueira é um artista multifacetado! Em Aracati-CE, sua terra natal, ele se envolveu desde a adolescência com diversas expressões artísticas, como teatro, poesia, pintura e dança. Contudo foi o canto lírico que o cativou e o levou a seguir uma longa e dedicada jornada de estudos e aperfeiçoamento artístico. Hoje, ele integra o Coral do Amazonas, um dos principais grupos de canto do país, e participa de eventos e festivais de ópera. Nesta entrevista, conduzida por Marciano Ponciano, ele conta um pouco de sua trajetória, suas influências e seus sonhos na arte de cantar.
Eduardo Alves Dias (1882-1976) foi médico, poeta e dramaturgo. Nascido em Salvador, em 1882, Dias foi autor de diversos textos dramatúrgicos levados à cena na cidade de Aracati na primeira metade do século XX. Escreveu, ainda, uma farta produção literária composta por crônicas e artigos levados à público em importantes jornais de circulação em Aracati e no estado do Ceará. Como poeta sua mais importante obra é o livro “Cearenses: poemas das secas” publicado no ano de 1950.
Em 2009, escrevi a peça “aracaty” a pedido da atriz e arte-educadora Silvanise Ponciano. A montagem foi realizada pelo Grupo Dias de Teatro, coletivo formado por jovens atores/alunos do Instituto São José. O título da peça, grafada em letras minúsculas, traz a essência dos substantivos comuns, permite-nos perceber a história da cidade sob a ótica daqueles que a formaram sem, no entanto, ser-lhe menos justo quanto à sua importância e relevância.
Netinho Ponciano é um dos personagens nascidos na cidade de Aracati cujas contribuições para a cultura e para a arte somam-se, além de sua própria história, à efervescente existência de coletivos musicais e artistas na cidade dos Bons Ventos em meados do século XX. Desde tenra idade sua identificação com a arte, especialmente a música, encontra registro na participação, como baterista, da banda Gimara, grupo formado por jovens alunos do colégio Marista de Aracati-CE.
Da infância em Vila Velha (ES) advém as primeiras influências vividas por Joe Lima com a fotografia. Em entrevista, partimos desse instante revelador até o diálogo com as influências, estéticas e singularidades presentes em sua obra.
Sufraia fazia mais medo às pessoas com sua aparência de humano do que quando virava Lobisomem. Na verdade, Sufraia era um Lobisomem na aparência: barbudo, nariz de focinho, orelhas cabeludas com tufos de cabelos saindo de dentro do ouvido, corcunda e torto em riba de umas pernas zambetas, longilíneo e desengonçado. Era mesmo muito feio o Sufraia.
Zé Batata foi o maior, o melhor e mais representativo Cão de pastoril que já houve no Aracati. O artista Zé Batata interpretava, no pastoril, que se apresentava todo final de ano na Praça dos Prazeres; o Cão, personagem dos mais queridos por todos quantos se exibiam naquele auto pastoril, por causa do seu jocoso desempenho. A grande luta travada no palco do pastoril era a batalha entre o Cão Zé Batata, de aspecto horroroso, mostrando um só dente na sua imensa bocarra e o anjo Gabriel, representado, geralmente, pela moça mais bonita e cheia de candura entre todas as que compunham a trupe do pastoril.
No dia 25 de agosto de 2004, o pesquisador Antero Pereira apresentava, no Teatro Francisca Clotilde, importantes evidências e documentos da pujante atividade teatral em Aracati. "Na semana em que se comemora o dia mundial do teatro (27), vimos trazer à luz de nossos dias este importante arquivo para a memória da cultura aracatiense. Convidado pelo Grupo Lua Cheia na pessoa do seu representante, Marciano Ponciano, para falar sobre o teatro em Aracati, imaginei que poderia traçar uma trajetória histórica do nosso teatro. No entanto, as dificuldades de informações e a falta de acervo onde buscar as necessárias informações me limitaram. Portanto nesta pequena e curta conversa que o convite chama de palestra irei me reportar e descrever algumas cenas e passagens espaçadas no vácuo do tempo do nosso teatro"- destacou Pereira.
A revista literária A Estrella apareceu em Baturité-CE a 28 de outubro de 1906 e seu último número circulou no final de 1921, em Aracati. Suas 193 edições, produzidas durante 15 anos, foram sustentadas pela persistência de mulheres – as editoras Carmem Taumaturgo e Antonieta Clotilde – e de quase uma centena de colaboradores e colaboradoras de todo o País. Eram pessoas que nutriam grande apreço pela leitura e escrita, abraçando o compromisso de constituir um espaço de produção e divulgação literária.
O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.