Cadu fixou a retina em antigas fotografias guardadas numa caixa esquecida num armário do apartamento da mãe. Nelas, dentre uma equipe perfilada, seria ele um jovem de rebeldes cabelos encaracolados, rosto afilado, pescoço cumprido que, junto aos seus colegas de equipe, comemorava um título qualquer naqueles antigos campos de várzea, de terra batida.
O lisboense Antônio é um consultor dos bons, referendado pelas mais diversas redes hoteleiras. Coube-me a tarefa de ciceroneá-lo em sua passagem por minha cidade. De imediato, disse não querer reencontrar Canoa Quebrada para não perder o encanto de sua última estadia, quarenta anos atrás.
“Literatura” é um nome dotado de muitos sentidos, carregado de muitas valorações. Na forma como gostaria de entendê-la aqui, consiste na arte da palavra, oral ou escrita, desenvolvida como meio criativo de interação entre a realidade (externa) e a fantasia (interna), a fim de permitir uma confabulação em que se exprimam sentimentos e visões de mundo plasmados pelo artista. Essa definição talvez pareça ter seus limites, mas é inevitável que assim o seja: agora, julgar se tais limites são negativos ou positivos cabe a cada um, segundo o próprio entendimento e perspectiva.
Conversar com Arnaldo Lima é perceber que sua poesia nasce de vivências simples, mas decisivas: a leitura em família, o incentivo de um movimento literário, o silêncio necessário para amadurecer. Prestes a publicar Poesias perdidas na gaveta, ele revisita etapas de sua trajetória artística com honestidade e serenidade. Esta entrevista apresenta um poeta que transita entre diferentes linguagens, mas mantém na palavra o seu ponto de retorno. É um convite para acompanhar o reencontro de um poeta consigo mesmo.
AO DR. A. DE AMORIM GARCIA
Meu tio, — há 30 anos que um estudante de direito fez ao 7º aniversário duma sobrinha, aquela poesia intitulada — À Ursulinha — Não se retribui um ramo de rosas com uma folha seca... entretanto, é em lembrança desses versos, preciosamente conservados, que lhe faço este oferecimento.
A escultura de Nossa Senhora das Graças encontra-se localizada no pátio principal do Instituto São José. A imagem encontra-se ladeada por um fundo arquitetônico composto por quatro arcos e, entre eles um nicho onde está a escultura.
Marciano Ponciano conversa com o professor Rafael Silva, especialista em literatura e estudioso da cultura grega, sobre sua pesquisa inovadora acerca das origens do drama. Em uma leitura que transcende a busca por uma "verdadeira origem" única, o professor desvenda a complexa teia de religião, política e poesia na Grécia Arcaica. Através de sua análise de fragmentos poéticos e testemunhos históricos, revela como a arte da representação, impulsionada pela escrita, floresceu em um terreno fértil de rituais, poder e expressão artística. Uma viagem no tempo que convida o leitor a descobrir as raízes do drama sob um novo prisma.
A Cenopoesia, como linguagem do encontro e da criação coletiva, tem se mostrado fundamental para a promoção da diversidade cultural e para o fortalecimento dos laços comunitários. Nesta entrevista, exploramos a origem e os desafios da Cenopoesia a partir das reflexões e vivências compartilhadas por Ray Lima.
A cultura e a arte cearenses trazem em seu bojo o protagonismo de grupos e sociedades que plasmaram no tempo as ações necessárias para a edificação da arte e da cultura em sua dimensão estética e civilizatória. De modo especial, Aracati, situada no litoral Leste do Estado do Ceará, personifica os embates e ações empreendidas por artistas e instituições culturais que discutiram a necessidade de formação e de fruição artística. Tanto os artistas da capital Fortaleza quanto os de Aracati assinalaram, desde o século XIX, para questões muito caras ao desenvolvimento cultural quer seja pelo aparelhamento cultural, estético ou de formação.
O exercício do olhar é tarefa que desenvolvemos ao longo da existência. Todavia, há entre nós aqueles que são dotados de aptidão para perceber o mistério por traz das coisas e revelá-lo em forma de encantamento, em forma de poesia. Somos convidados, guiados por essa capacidade, a perceber o imperceptível.
Janelas e varandas em cores vivas sintetizam o ideário do artista Hélio Santos que desde o início da carreira, como artista plástico autodidata, aprendeu a reter no olhar as lembranças de evidências do passado cultural aracatiense. Muitos desses exemplares arquitetônicos ficaram apenas na lembrança do artista que as materializou em suas obras.
Nesta entrevista, a talentosa atriz e arte-educadora Silvanise Ponciano compartilha sua visão sobre a importância do teatro na formação e apreciação estética dos jovens, destacando os benefícios da prática teatral para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e a valorização das artes cênicas em Aracati-CE. Com mais de duas décadas de experiência em educação teatral, Silvanise nos mostra como a arte pode impactar positivamente a vida das crianças e dos adolescentes, tornando-as pessoas mais seguras, criativas e empáticas. A entrevista está repleta de reflexões e experiências compartilhadas por esse profissional engajado e dedicado ao universo teatral.
O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.