Na verdade, porém, havia outro motivo que a puxava para Recife: na capital pernambucana encontrava compradores dispostos a adquirir seus produtos por um excelente preço.
Foi justamente numa dessas viagens a negócio que se deparou com um freguês zarolho, que, sem cerimônia, fez graves críticas ao seu material de comércio. Embaraçada, porém mantendo a calma que o ofício lhe dera, dirigiu-se ao cliente que desqualificava seus produtos, dizendo que estranhava aquela atitude, pois, segundo sua experiência, toda pessoa “Travessê-Balancê” era um bom cliente. Não entendia por que somente o distinto estava fugindo à regra.
O pretenso comprador, intrigado e sem compreender o epíteto que recebera, tratou de disfarçar o constrangimento e não comprou nem as rendas nem o labirinto. Mas, daí em diante, no concorrido comércio de rendas e labirintos de Recife, não deixou de ser chamado:
— Lá vem o Travessê-Balancê...
