Há 10 anos o saudoso pesquisador e sócio fundador do Instituto do Museu Jaguaribano, Hélio Ideburque Carneiro Leal, escreveu o livro Igreja de Nossa Senhora do Rosário- A Matriz de Aracati (1998). Considerada pelo autor, em sua nota de apresentação, como uma obra "despretenciosa" o livro constitui um importante documento para a compreensão da história e da presença da Igreja Católica em terra aracatiense. Portanto achamos por bem publicar o artigo "CRIAÇÃO DO CURATO DA VILA DE SANTA CRUZ DO ARACATI", parte integrante da supracitada obra, como colaboração deste sítio aos festejos da Padroeira de Aracati- Nossa Senhora do Rosário e em memória de Hélio Ideburque Carneiro Leal.
Qual o espaço para a memória da cidade de Aracati diante do descaso e completa falta de conhecimento de sua história? Todavia, a frase é sempre fácil: “Aracati, terra de Jacques Klein, Paula Nei, Adolfo Caminha”. De tanto ouvir todos sabemos sobre estes ilustres anônimos. Ilustres porque foram personalidades que se destacaram em um dado momento da história de nosso país e por isso a nossa sociedade em um dado momento resolveu acolhê-los como exemplos valiosos para a nossa história. Anônimos porque sabemos pouco sobre eles. O insuficiente para travar com estes os mais horrendos atentados à memória daqueles. Incluo a esta lista, só para citar como exemplo, o ilustre memorável Bruno Rodrigues da Silva Figueiredo- Monsenhor Bruno. O mês de outubro dedicado a celebrar a emancipação política de nossa cidade também foi um mês dedicado a feitos danosos à memória deste importante filólogo, latinista e clérigo aracatiense.
Já era quase madrugada quando ao som dos últimos acordes da marcha carnavalesca "Vamos pro mato Yayá... Vamos pro mato morar... Vão marchando que eu vou já," que fora sucesso no carnaval anterior, o bloco Intrépidos Foliões deu a derradeira volta no salão nobre da Casa da Câmara encerrando o baile à fantasia organizado pelos senhores Cel. Alexanzito Costa Lima e Alfredo Goiana, que reuniu a fina flor da sociedade aracatiense na terça-feira de carnaval, dia 4 de março de 1924.
Pés rapados e cafuzos como eu... Assim começava seu discurso através da amplificadora a Voz do Aracati, durante a campanha política do ano de 1950, o então candidato a Deputado Estadual pela UDN – União Democrática Nacional – Abelardo Gurgel Costa Lima. A partir daquela campanha eleitoral, Abelardo receberia do povo que o adorava o epíteto de "Bonitão". Esta denominação o acompanhou por quase toda a vida, sendo substituída com o passar do tempo, por "Abelardo Velho," como carinhosamente o povo lhe tratava.
Para quem não está acostumado com a terminologia, sesmarias eram chamados os lotes de terras dados (daí a palavra data) pelos reis de Portugal a determinadas pessoas (sesmeiros) para serem cultivados. No caso do Jaguaribe, isso aconteceu a partir de 1681 e é um capítulo da nossa história que precisa ser mais bem estudado, porque da forma como os historiadores o descreveram tem lacunas que deixam os leitores confusos e que permitiram um equívoco que perdura até hoje.
Dezessete anos expandindo a alegria para além da festa de momo. Mesmo quando a Quarta-Feira de Cinzas parece arrefecer os ânimos de quem brincou o carnaval, a alegria toma conta da Praça Dom Luiz para anunciar que o último grito de folia é dos Loucos da Praça.
Morto precocemente em 1982 e pouco conhecido pela nova geração, o pianista cearense que tocava com as maiores orquestras do mundo e dava autógrafo na rua é lembrado em concurso internacional de talentos
O ano de 2013 configurou-se como um marco para o projeto de requalificação do Cineteatro Francisca Clotilde, em Aracati-CE. O projeto, segundo Ramiro Teles, superintendente do IPHAN no Ceará será contemplado prioritariamente com recursos federais oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento-PAC. Às vésperas do dia mundial do teatro (27) o Cineteatro Francisca Clotilde, encontra-se com suas cortinas fechadas fato que tem aquecido a discussão entre artistas, jovens e sociedade aracatiense. Organizamos a entrevista a seguir com o intuito de responder muitas indagações surgidas em redes sociais e em rodas de conversas entre os grupos de artistas de Aracati. Fizemos o convite a Ramiro Teles para se pronunciar sobre o assunto cedendo-nos uma entrevista. Nela conversamos sobre patrimônio histórico, preservação, educação patrimonial e revitalização do centro histórico de Aracati. Confira:
Eduardo Francisco Nogueira Angelim — Descendente da antiguíssima família Nogueira, nasceu no Aracati a 6 de Julho de 1814. Emigrando para o Pará por ocasião da seca de 1825, foi ali figura saliente nos motins de 1835 chegando a ocupar a presidência da Província. Sendo preso, foi deportado para o Rio de Janeiro e daí mandado para Fernando Noronha onde jazeu por anos.
Trata-se, a edificação em epígrafe, de um importante testemunho que remanesce dos tempos idos de efervescência econômica e cultural da cidade de Aracati, cujas origens remontam à pujança econômica resultante do comércio e beneficiamento de gado vacum durante o período colonial.
Muitos conhecem o Chico de Janes carnavalesco, no entanto, poucos, na verdade, conhecem o Chico de Janes hoteleiro. Ele exercia essa atividade por muitos anos e hospedava gente que vinha de todos os recantos do Brasil para o Aracati.
Holdemar Menezes, aracatiense, quem seria? Abele Marcos Casarotto em seu artigo "Holdemar Menezes: quase auto, quase bio, uma grafia" nos revela um pouco sobre a vida e obra do escritor cearense Holdemar Menezes (1921-1996). O relato de Casarotto sobre vida de Holdemar Menezes apresenta-se dividido em quatro sequências: a primeira relaciona os fatos da sua infância e recordações. A segunda o período em que viveu no Rio de Janeiro, a bela época de estudante. A seguinte procura apresentar fatos quando da saída do Rio e a chegada em São Francisco do Sul. A última está relacionada com a produção literária. Selecionamos, do citado estudo, a sequência que trata dos fatos da infância e recordações de Holdemar Menezes. Um convite a perceber o Aracati sob os olhos do autor da "Coleira de Peggy" prêmio Jabuti de Contos de 1973. Boa leitura.
O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.