Para a festa de iluminação da luz elétrica no Teatro Santo Antonio, propriedade da família Figueiredo e situado na antiga Travessa Riachuelo , fora contratado um exímio violinista, maestro de renome, originário da cidade de Recife e membro efetivo da orquestra de cordas Maurício de Nassau.
Ao tempo da construção do Ginásio Beni Carvalho, que mais tarde receberia o nome de Ginásio Marista de Aracati, chegou à cidade um arquiteto cearense tão miúdo de altura quanto largo de corpo, um sujeito que parecia ter sido moldado às pressas, com tudo compactado num só bloco. Era desses que a gente olha e pensa que a natureza, naquele dia, resolveu economizar na vertical e caprichar na horizontal. Viera a convite do Dr. Pedro Correia Barbosa, engenheiro aracatiense responsável pela obra, que buscava alguém capaz de orientar os novos rumos daquele empreendimento educacional.
Havia no Grupo Escolar Barão de Aracati um serviço odontológico destinado aos seus alunos, patrocinado pelo SESI e exercido pelo odontólogo Dr. Francisco Porto, de saudosa memória, ao tempo em que Dona Belinha Souto dirigia a escola.
A fama de Castorina Pinto alcançou tal importância na história da comicidade cearense, que até o notável jornalista e escritor do quilate do famoso Jader de Carvalho aproveitou para tê-la como personagem do seu polêmico livro Sua Majestade o Juiz.
O Aracaty Club serviu de palco e cenário, durante os anos cinquenta, ao deleite de uma sociedade conservadora e de uma elite exclusivista, que ali encontrava o ambiente ideal para cultivar suas distinções. Somente muito tempo depois o clube viria a se popularizar, embalado pelos seus memoráveis carnavais, que abriram as portas para um público mais amplo e festivo.
O contador de histórias cômicas e hilariantes Renato Sóldon, no formidável livro Verve Cearense, relata diversos apelidos considerados da lavra de Castorina Pinto.
No final dos anos 1920, residia em Aracati um jovem estudante de Direito que, com o tempo, se tornaria uma referência na advocacia cearense, construindo uma brilhante carreira tanto na ambiência jurídica quanto nas lides políticas.
O Círculo Operário São José, composto pelos laboriosos operários da Fábrica de Tecidos Santa Tereza, resolveu celebrar, com o maior aparato possível, o décimo aniversário de sua fundação. Para tão faustoso intento, organizou-se uma solenidade extensa, dessas que começam com o sol e só se dão por encerradas quando a noite já se instalou de vez. Pela manhã, missa e comunhão geral dos associados; à noite, uma magna sessão para coroar o auspicioso acontecimento.
Com o propósito de aproximar a juventude da produção literária aracatiense, o Grupo Lua Cheia promove o Projeto Itinerância Literária em parceria com instituições culturais e educativas de Aracati.
Nascido exatamente em Canoa Quebrada, quando a famosa praia se tratava de uma pequena vila de pescadores, em 15 de abril de 1839, Francisco José do Nascimento era filho de Dona Mathilde da Maria da Conceição e de Manoel do Nascimento, ficando conhecido na região, portanto, como “Chico da Matilde”. Seus parentes eram descendentes de escravizados e livres, vindos de um grupo que aprendeu o ofício de pescador.
Lucio Telmo encontrou no Aracati a inspiração para tecer sua jornada literária. Como autor, ele transforma o cotidiano em arte, mantendo viva a chama e o encanto das letras cearenses. Leia, a seguir, uma seleta de seus textos.
A população aracatiense, ansiosa, aguardava desde que a imprensa do Ceará, por intermédio do jornal O Nordeste, anunciara a passagem pelo Aracati dos pilotos argentinos Eduardo A. Olivero e Bernardo Duggan. Eles vinham pilotando o Buenos Aires, um hidroavião biplano Savoia‑Marchetti S.59 de 450 hp. Era a aeronave com a qual empreendiam o Grande Raid Nova York–Buenos Aires.
O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.