A fama de Castorina Pinto espalhou-se pelo Brasil afora, a ponto de o significado de seus apelidos tornar-se objeto de estudo, graças às engenhosas analogias que estabelecia entre as características físicas das pessoas e o cotidiano.
Não sabemos ao certo por que Castorina Pinto nutria tamanha predileção por apelidar os magistrados que por aqui passaram. O fato é que esta história se soma a tantas outras em que os juízes da Comarca de Aracati figuram como personagens — e, não raro, como vítimas — da prodigiosa habilidade de Castorina em alcunhar todos aqueles que circulavam pelos seus domínios.
Conversar com Arnaldo Lima é perceber que sua poesia nasce de vivências simples, mas decisivas: a leitura em família, o incentivo de um movimento literário, o silêncio necessário para amadurecer. Prestes a publicar Poesias perdidas na gaveta, ele revisita etapas de sua trajetória artística com honestidade e serenidade. Esta entrevista apresenta um poeta que transita entre diferentes linguagens, mas mantém na palavra o seu ponto de retorno. É um convite para acompanhar o reencontro de um poeta consigo mesmo.
Há causos que chegam até nós como quem bate à porta só para prosear um pouco. E foi assim que soubemos deste, vindo pela imprensa do Ceará e trazido pelo escritor Renato Söldon, que relatou o curioso caso do jornalista João Albuquerque — figura queridíssima e bastante conhecida em Fortaleza pelo apelido de João Fundo de Couro.
Nas comemorações do centenário da emancipação política de Aracati, no longínquo ano de 1942, a cidade vestiu-se de gala e promoveu diversas festividades para enaltecer essa magna data de nossa história.
Antônio Pessoa, comerciante do mercado público de Aracati, era um sujeito de baixa estatura e tão gordo que chegava a parecer roliço. Em seu estabelecimento vendia-se de tudo um pouco: uma vasta variedade de ferragens e toda sorte de bugigangas de alguma utilidade, dessas que não se encontravam em nenhum outro canto da cidade.
Na campanha política de 1950 para governador do Ceará, o deputado Raul Barbosa veio ao Aracati conduzindo uma luzidia caravana de políticos e apoiadores de sua candidatura. Entre as figuras de maior relevo destacavam‑se Franklin Chaves e o aracatiense Gilson Gondim.
AO DR. A. DE AMORIM GARCIA
Meu tio, — há 30 anos que um estudante de direito fez ao 7º aniversário duma sobrinha, aquela poesia intitulada — À Ursulinha — Não se retribui um ramo de rosas com uma folha seca... entretanto, é em lembrança desses versos, preciosamente conservados, que lhe faço este oferecimento.
D. Antônio de Almeida Lustosa, arcebispo de porte esguio e figura de reconhecida importância na Igreja Católica, comandou a Arquidiocese do Ceará por longos vinte e dois anos, renunciando ao cargo em 1963. Sua presença impunha respeito, e sua aparência — de estatura longilínea, magreza notável e certo ar ascético — contribuía para a aura de solenidade que o acompanhava por onde passava.
O prezado e saudoso amigo professor Leônidas Cavalcante Fernandes, no seu livro inesquecível Aracati: o que pouca gente sabe , identifica a quem Castorina Pinto cognominou de Noite Ilustrada.
O antigo Teatro São José — que mais tarde receberia os nomes de Cineteatro São José e, posteriormente, Cine Moderno — é hoje o Teatro Francisca Clotilde, justa homenagem à grande incentivadora do teatro em nossa cidade. Sua primeira fase foi inaugurada em 27 de setembro de 1925, apresentando ao público a peça dramática Um erro judiciário e a comédia Amores de um Soldado, ambas encenadas pelos atores amadores do Grêmio Literodramático Aracatiense.
Castorina Pinto foi por muitos anos funcionária pública municipal, servindo cafezinho e água no gabinete do prefeito e aos visitantes que se dirigiam ao paço Municipal para audiências.
O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.